“O ser humano é criado para reverenciar e servir o seu criador e Senhor e assim chegar ao alcance da salvação”
Foi com essa consciência cristã que iniciei as meditações da impetuosa semana penitencial dos EE., Na qual mergulhei na profundidade do pecado, num espírito de dor e arrependimento. Foi uma semana de exame e peso de consciência como também de consolação espiritual muito profunda porque a dor do pecado é vencida pelo amor misericordioso de Deus.
Agradecido pelo Dom do perdão, iniciei a segunda semana contemplando a intervenção da Trindade, na redenção do gênero humano, pelos mistérios da vida de Jesus, da encarnação até a sua vida pública, na qual se notabilizou pela sua opção pelos pobres e excluídos.
Essas contemplações da vida de Cristo esvaziavam-me das ambições orgulhosas e alimentavam em mim desejos de ser humilde e humilhado; ver Deus em pequenas coisas; ser um instrumento autêntico e disponível para o anúncio da Boa Nova no seguimento imediato de Jesus-pobre, que me chama a configurar-me com Ele na sua livre opção pelos pobres.
Ao abraçar Cristo, estava a caminhar com Ele para a noite da traição; da cruz; do abandono e da morte, num ambiente doloroso e solidário e, por isso, caminhando também com Ele para a gloriosa ressurreição, o maior sinal do triunfo do Amor.
As contemplações pascais consolaram-me e, mais ainda a contemplação da presença de Deus em todas as coisas e no fim da minha experiência nada mais almejava se não oferecer-me a Deus: Tomai Senhor a minha liberdade, a minha razão, todo o meu ser e dai-me apenas o vosso amor que isso me basta.
Por Constantino José Cossa
Nenhum comentário:
Postar um comentário